Animais ameaçados de extinção

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No Brasil, dez espécies estão extintas em território nacional, como o Maçarico-esquimó
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Por Helivania Sardinha dos Santos

O processo natural de extinção de espécies sempre ocorreu, no entanto, não levava ao seu total extermínio, pois a variabilidade genética permitia que novas espécies surgissem. Atualmente, observamos um processo de extinção acelerado decorrente das ações antrópicas, principalmente relacionadas ao aquecimento global e destruição da camada de ozônio, o que limita o processo evolutivo e causa a extinção de muitos animais.

Consideram-se ameaças aos animais tudo o que pode ocasionar diretamente a sua retirada da natureza ou a destruição de seu habitat. No Brasil, as principais ameaças estão relacionadas às atividades agropecuárias, expansão urbana, geração e transmissão de energia. A construção de hidrelétricas tem afetado não apenas as espécies terrestres, com a destruição das matas, mas a alteração dos corpos d'água atinge também profundamente as espécies aquáticas, que ainda são afetadas pela pesca predatória e poluição.

Para determinar em qual categoria de risco de extinção a espécie encontra-se, existem alguns critérios que devem ser avaliados com muita cautela, por exemplo, se a população apresenta ou apresentará uma redução em um determinado período de tempo em seu número de indivíduos capazes de reproduzirem-se, a distribuição geográfica da população, entre outros. O nível taxonômico avaliado dos indivíduos geralmente é o de espécie, que pode também chegar à subespécie.

Para mais detalhes sobre esses critérios, acesse o site do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade: http://www.icmbio.gov.br.

→ Categorias de risco de extinção

Após a avaliação dos fatores citados anteriormente, as espécies são classificadas em categorias (a sigla para cada categoria, por convenção, é determinada na língua inglesa):

  • Extinta (EX): uma espécie é considerada Extinta quando, após avaliação adequada, não restam dúvidas que seu último indivíduo tenha morrido;

  • Extinto na Natureza (EW): uma espécie é considerada Extinta na Natureza quando são observados indivíduos sobrevivendo apenas fora da sua área de distribuição natural, geralmente em cultivos e cativeiros;

  • Regionalmente Extinta/Extinta no Brasil (RE): uma espécie é considerada Regionalmente Extinta quando provavelmente o último indivíduo potencialmente capaz de reproduzir-se na região, ou o último indivíduo da espécie visitante, tenha morrido ou desaparecido da natureza;

  • Criticamente em Perigo (CR): uma espécie é considerada Criticamente em Perigo quando ela se enquadra em um dos pontos avaliados para essa categoria. Assim, seu risco de extinção na natureza é alto;

  • Em Perigo (EN): uma espécie é considerada Em Perigo quando ela se enquadra em um dos pontos avaliados para essa categoria. Assim, seu risco de extinção na natureza também é alto;

  • Vulnerável (VU): uma espécie é considerada Vulnerável quando ela se enquadra em um dos pontos avaliados para essa categoria. Assim, seu risco de extinção na natureza é alto;

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    Quase Ameaçada (NT): uma espécie é considerada Quase Ameaçada quando ela não se enquadra como Criticamente em Perigo, Em Perigo ou Vulnerável, mas pode vir a enquadrar-se em uma dessas categorias de ameaça em um futuro próximo;

  • Menos Preocupante (LC): uma espécie é considerada Menos Preocupante quando ela não se enquadra como Criticamente em Perigo, Em Perigo ou Vulnerável.

  • Dados Insuficientes (DD): uma espécie é considerada com Dados Insuficientes quando não há informação adequada para avaliar o risco de extinção. Geralmente, faltam dados adequados sobre a sua distribuição e/ou abundância e, diante disso, são necessárias mais pesquisas.

  • Não Aplicável (NA): esta categoria é aplicável a espécies que não pertencem a populações selvagens, não estão em sua distribuição natural, ocorrem em números muito baixos na região, ou o nível taxonômico dos indivíduos encontrados é mais baixo do que o considerado elegível, que são espécie ou subespécie.

  • Não Avaliado (NE): considera-se como Não Avaliado quando a espécie ainda não foi avaliada sob os critérios da UICN.

Animais extintos no Brasil

De acordo com a última avaliação, em 2014, o Brasil apresentava cerca de 1.173 espécies de sua fauna ameaçadas de extinção, dez são consideradas extintas – esse é o caso do anfíbio Phrynomedusa fimbriata –, ou extintas no território brasileiro, como as aves arara-azul pequena (Anodorhynchus glaucus) e o maçarico-esquimó (Numenius borealis).

Entre as espécies ameaçadas, podemos destacar o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus). Esse animal é encontrado no Cerrado e nos Pampas e está classificado na última avaliação como Vulnerável (VU) devido ao grau de desmatamento do Cerrado, o que leva a crer que a sua população sofrerá uma drástica redução nos próximos anos.

O lobo-guará é uma espécie ameaçada de extinção por causa da destruição de um de seus habitats, o Cerrado

O lobo-guará é uma espécie ameaçada de extinção por causa da destruição de um de seus habitats, o Cerrado

Destacamos também a onça-pintada (Panthera onca) que, embora ocorra em praticamente todos os biomas, apresenta uma população muito pequena, cerca de 10 mil indivíduos e, por isso, é classificada como Vulnerável (VU). A redução de sua população acontece devido à fragmentação de habitats, decorrente da expansão agrícola, implementação de hidrelétricas, entre outros, além da caça, principalmente em retaliação à predação de animais domésticos. Vale destacar que essa espécie somente se alimenta de animais domésticos quando há invasão e destruição de seu habitat natural pelo homem.

A onça-pintada, presente em todos os biomas, está ameaçada de extinção por causa da caça, entre outros fatores
A onça-pintada, presente em todos os biomas, está ameaçada de extinção por causa da caça, entre outros fatores

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