Corredores ecológicos

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Corredores ecológicos ou corredores de biodiversidade são áreas que unem remanescentes florestais ou unidades de conservação fragmentadas devido à ação do homem, permitindo que organismos possam deslocar-se entre elas, aumentando o fluxo gênico entre as populações e mitigando, assim, os efeitos causados por esses processos de fragmentação.

A resolução do Conama de número 9, publicada em 24 de outubro de 1996, apresenta uma definição para corredores ecológicos, que pode ser sintetizada como uma área de trânsito para a fauna, além de estabelecer parâmetros e procedimentos que permitem a identificação desses corredores bem como a sua proteção.

Os corredores ecológicos são de grande importância, pois reduzem ou previnem a fragmentação florestal, permitem o fluxo gênico e a recolonização de áreas, contribuindo assim para a conservação da biodiversidade.

Os corredores ecológicos unem remanescentes florestais ou áreas de conservação fragmentadas pela ação antrópica.
Os corredores ecológicos unem remanescentes florestais ou áreas de conservação fragmentadas pela ação antrópica.

O que são corredores ecológicos?

Os corredores ecológicos, também chamados de corredores de biodiversidade e corredores entre remanescentes, são áreas de cobertura vegetal que permitem a união entre remanescentes ambientais ou unidades de conservação fragmentadas pela ação antrópica, mitigando assim os efeitos gerados pela fragmentação florestal. Esses corredores, além de aumentarem a área de cobertura vegetal, permitem o trânsito de animais bem como a dispersão de sementes, auxiliando na recolonização de áreas e contribuindo com a conservação da biodiversidade.

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Resolução Conama nº 9, de 24 de outubro de 1996

O Conselho Nacional do Meio Ambiente publicou, em 24 de outubro de 1996, a resolução de número 9, que traz, em seus artigos 1, 2 e 3, a definição para corredores remanescentes, além de estabelecer parâmetros e procedimentos que permitem a identificação desses corredores bem como a sua proteção, como veremos a seguir:

“Art. 1º Corredor entre remanescentes caracteriza-se como sendo faixa de cobertura vegetal existente entre remanescentes de vegetação primária em estágio médio e avançado de regeneração, capaz de propiciar habitat ou servir de área de trânsito para a fauna residente nos remanescentes.

Parágrafo único. Os corredores entre remanescentes constituem-se:

a) pelas matas ciliares em toda sua extensão e pelas faixas marginais definidas por lei.

b) pelas faixas de cobertura vegetal existentes nas quais seja possível a interligação de remanescentes, em especial, às unidades de conservação e áreas de preservação permanente.

Art. 2º Nas áreas que se prestem a tal finalidade onde sejam necessárias intervenções visando sua recomposição florística, esta deverá ser feita com espécies nativas regionais, definindo-se previamente se essas áreas serão de preservação ou de uso.

Art. 3º A largura dos corredores será fixada previamente em 10% (dez por cento) do seu comprimento total, sendo que a largura mínima será de 100 m.

Parágrafo único. Quando em faixas marginais, a largura mínima estabelecida se fará em ambas as margens do rio.”

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Por que os corredores ecológicos são importantes?

O conceito de corredores ecológicos surgiu na década de 1990, sendo considerados uma das principais estratégias de conservação da biodiversidade. O objetivo dos corredores ecológicos, ao unir remanescentes ambientais ou unidades de conservação, é reduzir ou prevenir a fragmentação florestal e, assim, contribuir com a conservação da biodiversidade. A fragmentação florestal é a separação ou o desligamento, causado por ação antrópica (como atividades agropecuárias, rodovias, hidrelétricas, urbanização, entre outras), de áreas amplas em fragmentos menores e segregados, o que acaba por levar ao isolamento, à perda de habitat assim como à perda de populações.

Os corredores ecológicos permitem o trânsito de animais entre os remanescentes florestais.
Os corredores ecológicos permitem o trânsito de animais entre os remanescentes florestais.

Os corredores ecológicos, ao manterem ou restabelecerem a conectividade da paisagem, permitem que ocorra o trânsito de animais entre áreas assim como a dispersão de sementes, processos essenciais para a recolonização desses ambientes; também aumentam o fluxo gênico, um dos fatores que influenciam na variabilidade genética, aumentando assim as chances de sobrevivência das comunidades biológicas. Além disso, esses corredores podem funcionar como habitat para algumas espécies, já que, nesses locais, elas podem encontrar recursos essenciais para sua sobrevivência, como alimento e abrigo.

Por Helivania Sardinha dos Santos

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