Diafragma

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O diafragma é um método contraceptivo de barreira que deve ser colocado na região do colo do útero momentos antes da relação sexual e ser retirado seis horas depois.
Diafragma é um método de barreira que apresenta formato de cúpula.
Diafragma é um método de barreira que apresenta formato de cúpula.

O diafragma é um método contraceptivo de barreira, ou seja, que atua impedindo a entrada do espermatozoide no útero da mulher. Um método contraceptivo é uma técnica que previne a gravidez, sendo, portanto, fundamental para o planejamento familiar.

O método mais adequado depende de cada pessoa, que deve avaliar os seus efeitos colaterais, a dificuldade de consegui-lo e de manuseá-lo. O bom uso do método é o que garante a proteção contra uma gravidez indesejada. A taxa de gravidez é de 6% a 21% em mulheres que fazem uso do diafragma.

Veja também: Pílulas anticoncepcionais — um dos métodos contraceptivos mais utilizados

Resumo sobre diafragma

  • O diafragma é um método contraceptivo constituído por um capuz com borda flexível que cobre a região do colo uterino.

  • É um método de barreira, que evita, portanto, que o espermatozoide entre no útero.

  • Existem diferentes tamanhos de diafragma, sendo necessário realizar uma medição antes de adquirir o produto.

  • Trata-se de um método não descartável, portanto, o instrumento pode ser lavado e utilizado novamente.

  • A mulher deve colocar o diafragma de 15 a 30 minutos antes da relação sexual.

  • O diafragma deve permanecer no corpo da mulher pelo menos seis horas após a relação sexual, porém, ele deve ser removido dentro de 24 horas.

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O que é o diafragma?

O diafragma é um método contraceptivo de barreira que, apesar de ter tido seu primeiro protótipo idealizado em 1882, não é amplamente usado em nosso país. Ele possui um anel flexível, recoberto por uma membrana de silicone ou látex, que é colocado no colo do útero.

Em virtude de seu formato de cúpula, ao ser colocado no interior da vagina, o diafragma cobre o colo do útero e impede a passagem do espermatozoide. Apesar de ser uma técnica simples, é necessário que um médico faça uma medição para determinar qual é o diafragma mais adequado para a paciente, uma vez que existem diversos tamanhos.

É importante destacar que a medida ideal do diafragma pode mudar após o parto, abortos e quando a mulher apresenta ganho ou perda de peso acentuada.

Como funciona o diafragma

O diafragma é um método contraceptivo de barreira, que atua impedindo que espermatozoides cheguem até a tuba uterina e ocorra a fecundação. Quando colocado adequadamente, o diafragma cobre parte da parede vaginal anterior e o colo do útero.

Leia também: Camisinha masculina — outro método contraceptivo de barreira

Uso do diafragma

É fundamental que a mulher aprenda a colocar e retirar o diafragma para evitar o uso incorreto do produto e a diminuição de sua eficácia. Ela deverá aprender a reconhecer onde está localizado o colo do útero para, posteriormente, avaliar se o diafragma está recobrindo toda essa área. Percebe-se, portanto, que a paciente deve ter total conhecimento de seu corpo.

Antes de colocar o diafragma, é importante que a mulher:

  • urine;

  • faça a higienização correta das mãos.

Feito isso, ela deverá:

  • encontrar a posição mais confortável para a introdução do método contraceptivo;

  • unir as bordas do diafragma;

  • introduzi-lo na vagina;

  • movê-lo suavemente com a ajuda do dedo;

  • encontrar o colo uterino.

Após ser colocado, a mulher deve ser capaz de identificar o colo uterino através do material do diafragma.

Ilustração de como o diafragma, método contraceptivo, impede a passagem do esperma.
O diafragma é um método contraceptivo que deve ser colocado na região do colo do útero.

Para maior eficiência, é recomendado que esse método seja utilizado com um espermicida, o qual deve ser colocado na região côncava do objeto.

Importante: O diafragma deve ser colocado de 15 a 30 minutos antes da relação sexual, e sua retirada deve ser feita pelo menos seis horas depois, porém sua permanência no corpo nunca deve exceder o período de 24 horas.

Algumas mulheres fazem uso do diafragma de maneira contínua. Entretanto, mesmo nesse caso, é importante retirá-lo pelo menos uma vez durante o dia para higienização. Durante o período menstrual, o diafragma também deve ser retirado.

Saiba mais: Adesivo contraceptivo — um método hormonal de prevenção à gravidez indesejada

Higienização do diafragma

A limpeza do diafragma é fundamental para evitar infecções. Após o uso, deve-se sempre lavá-lo com sabão neutro e água e secá-lo. Se o diafragma for de látex, deve-se polvilhá-lo com amido de milho. É importante que o dispositivo sempre esteja em seu estojo próprio e verificar frequentemente se ele não apresenta nenhuma fissura ou furo.

Troca do diafragma

O diafragma deve ser trocado de acordo com a recomendação do fabricante. De maneira geral, se todas as recomendações forem seguidas adequadamente, a vida útil média do objeto é de três anos.

A troca deve ser realizada, no entanto, quando o diafragma apresentar algum furo ou apresentar-se enrugado. Além disso, como salientado anteriormente, em caso de gestação, aborto ou grande ganho ou perda de peso, deve-se fazer nova medição e, se necessário, trocar o diafragma.

Vantagens e desvantagens do uso do diafragma

Como qualquer método contraceptivo, o diafragma apresenta vantagens e também desvantagens.

Como vantagens, podemos citar:

  • a ausência de efeitos sistêmicos;

  • a praticidade, por ser um método controlado pela mulher;

  • a não interferência no aleitamento;

  • o fácil uso;

  • a vida média considerável.

O método também ajuda a mulher a conhecer melhor o seu corpo e pode ser interrompido a qualquer momento.

Como desvantagens, podemos citar os casos de:

  • irritação da vagina ou pênis;

  • reações alérgicas ao produto do qual o diafragma é feito ou do espermicida;

  • aumento do risco de infecção urinária.

Além disso, o diafragma não protege contra a maioria das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e herpes genital.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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