Flurona

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Flurona é um termo popular usado para se referir à pessoa que está com covid-19 e gripe simultaneamente. Não se trata, portanto, de uma nova doença.
Flurona é um nome formado com base na fusão dos termos “flu” (que significa “gripe”, em inglês) e “rona” (retirado do termo coronavírus).
Flurona é um nome formado com base na fusão dos termos “flu” (que significa “gripe”, em inglês) e “rona” (retirado do termo coronavírus).

Flurona é um termo utilizado para se referir à coinfecção pelos vírus causadores da gripe e da covid-19. Um indivíduo com flurona, portanto, apresenta as duas doenças virais ao mesmo tempo. Como têm sintomas bastante parecidos, como febre e tosse, essas doenças só podem ser confirmadas com a realização de testes específicos. Caso os exames apontem para a dupla infecção, dizemos, popularmente, que a pessoa está com flurona.

A coinfecção pelos vírus da gripe e da covid-19 pode ser prevenida com adoção de medidas simples, tais como evitar aglomerações, fazer uso de máscara, lavar as mãos com frequência e vacinar-se. A flurona não se trata de uma doença nova.

Leia também: Viroses — as doenças causadas por vírus

Resumo sobre flurona

  • Flurona é um termo popular usado para se referir à situação em que uma pessoa apresenta gripe e covid-19 ao mesmo tempo.
  • Flurona não é uma nova doença.
  • A coinfecção, até o momento, não está sendo associada a maiores casos de agravamento e morte.
  • A flexibilização de medidas de controle da covid-19 provavelmente favoreceu o aumento da circulação de vírus da gripe.
  • Para se prevenir de um quadro de flurona, é importante adotar medidas de prevenção contra gripe e covid-19, como uso de máscara, evitar aglomerações e vacinar-se.

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Afinal, o que é flurona?

Flurona é o nome dado à coinfecção pelos vírus Influenza e SARS-CoV-2, ou seja, indica uma situação em que o indivíduo está com gripe e covid-19 simultaneamente. Flurona é um nome formado por meio da fusão dos termos “flu” (que significa “gripe”, em inglês) e “rona” (retirado do termo “coronavírus”).

É importante deixar claro que flurona não é uma nova doença, tampouco um novo vírus. Trata-se apenas de um nome popular para se referir à dupla infecção. Por gerar confusão e até mesmo medo na população, a comunidade científica prefere não adotar o termo e se referir à situação apenas como um caso de coinfecção.

Apesar dessa coinfecção ter sido descrita, pela primeira vez, em dezembro de 2021, em Israel, a sua ocorrência já era esperada. Isso se deve ao fato de que coinfecções não são eventos incomuns e as formas de transmissão da covid-19 e da gripe são similares.

Acredita-se que a demora para que casos de coinfecção fossem observados em todo o mundo está relacionada com as medidas adotadas para a prevenção da covid-19. Ao orientar as pessoas sobre o uso de máscara, a necessidade de lavar as mãos e evitar aglomerações, não se reduzia apenas as chances de adquirir covid-19, como também se prevenia a gripe. Com isso, o vírus da gripe reduziu a sua circulação. Entretanto, a flexibilização das medidas preventivas fez com que os casos de gripe voltassem a aumentar, e a coinfecção se tornou possível.

Leia também: Diferenças entre covid-19, gripe e resfriado

Quais os sintomas da flurona?

Como mencionado, flurona não se trata de uma nova infecção e sim de uma coinfecção. Assim sendo, uma pessoa com flurona apresenta sintomas característicos de uma gripe e/ou da covid-19, incluindo-se, por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar.

A flurona é grave?

Até o momento, pouco se sabe a respeito da gravidade da coinfecção pelos vírus causadores da gripe e da covid-19. Apesar dos poucos casos analisados, acredita-se que a coinfecção não está relacionada com maior risco de agravamento e morte; porém é importante que mais estudos sejam feitos.

Como é feito o diagnóstico da flurona?

O diagnóstico da flurona é feito por exames específicos, uma vez que apenas a análise dos sintomas não é suficiente para a confirmação de uma dupla infecção. É possível realizar um diagnóstico pela realização de RT-PCR e teste de antígeno. Vale salientar que é possível diagnosticar as doenças também por meio do chamado painel viral, um teste que avalia a presença de diferentes vírus em um único indivíduo.

Apesar de poucos casos serem conhecidos, provavelmente a coinfecção deve estar ocorrendo em maior número do que o diagnosticado. Isso se deve ao fato de que, muitas vezes, ao se identificar-se uma doença, outro exame não é feito.

Durante a pandemia de covid-19, por exemplo, é comum que, ao apresentar sintomas gripais, a pessoa seja submetida apenas ao teste de covid-19, não sendo testada para a gripe caso o primeiro exame seja positivo. Com isso, a dupla infecção não é diagnosticada e, consequentemente, não é contabilizada.

Prevenção da flurona

Máscaras cirúrgicas sobrepostas ao lado de luvas e recipiente para álcool em gel
O uso de máscara ajuda na prevenção de gripe e covid-19.

Dizemos que uma pessoa está com flurona quando apresenta simultaneamente gripe e covid-19. Para se proteger da flurona, portanto, devemos adotar medidas que diminuam os riscos de infecção pelos vírus causadores dessas doenças. Veja, a seguir, algumas medidas importantes que podem reduzir o risco dessa dupla infecção:

  • Vacinar-se contra gripe e covid-19.
  • Usar máscaras de boa qualidade.
  • Evitar aglomerações.
  • Evitar o contato com pessoas doentes.
  • Ao encontrar com outras pessoas, preferir locais onde existe uma boa circulação de ar.
  • Lavar as mãos com frequência.
  • Quando não for possível lavar as mãos com água e sabão, higienizá-las com preparação alcoólica (gel ou solução a 70% com 1-3% de glicerina).

É importante destacar ainda a necessidade de isolamento e procura de diagnóstico em caso de sintomas gripais. Evitar o contato com outras pessoas é fundamental para diminuir a circulação dos vírus e, consequentemente, os casos de gripe, covid-19 e da coinfecção.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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