Ostra

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Ostra é um molusco bivalve que se alimenta por filtração. É bastante consumida em todo o mundo, sendo, muitas vezes, ingerida crua.
A ostra é um molusco que apresenta concha dividida em duas valvas.
A ostra é um molusco que apresenta concha dividida em duas valvas.

Ostra é um molusco do grupo dos bivalves. Trata-se de animais aquáticos que apresentam sua concha dividida em metades ou valvas. A abertura e o fechamento das valvas ocorrem por potentes músculos chamados de adutores. Apresenta respiração branquial e suas brânquias atuam tanto nas trocas gasosas quanto na alimentação.

Filamentos nas brânquias captam as partículas de alimento presentes na água, os palpos labiais selecionam o que será consumido, e as partículas consideradas adequadas para o consumo seguem para a boca. Fitoplâncton, bactérias e fungos são alguns dos organismos que fazem parte da dieta das ostras. Economicamente as ostras são importantes por fazerem parte da nossa alimentação e produzirem pérolas.

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Resumo sobre ostra

  • Ostras são moluscos do grupo dos bivalves, caracterizando-se pela presença de uma concha com duas valvas.

  • Vivem no ambiente aquático e apresentam respiração branquial.

  • Suas brânquias também as ajudam a capturar as partículas alimentares de que necessitam.

  • São animais filtradores.

  • São presentes na alimentação dos humanos, entretanto, o local onde se desenvolvem pode causar a sua contaminação, tornando-as impróprias para consumo.

  • São capazes de produzir pérolas, um material de grande valor econômico.

O que é ostra

Ostra é um animal pertencente ao grupo dos moluscos, mais precisamente da Classe Bivalvia. Tem o corpo mole protegido por uma concha, que, diferentemente da concha de moluscos como caracóis e caramujos, apresenta duas valvas. Essas valvas são unidas por ligamentos, e a sua abertura é controlada pelo músculo adutor. No grupo dos bivalves, além das ostras, há os mariscos, mexilhões e lambretas.

Ostras são animais filtradores que têm um sistema digestório completo, ou seja, com boca e ânus. O processo de digestão é feito no estômago, enquanto a absorção de nutrientes é realizada no intestino. Esses animais apresentam brânquias, as quais não funcionam exclusivamente na respiração, sendo responsáveis também pelo processo de retirada do alimento da água. As brânquias possuem filamentos que capturam as partículas alimentares na água.

Antes da região da boca, existem palpos labiais, que atuam na seleção daquilo que será ingerido. As partículas menores seguem para a boca, enquanto as maiores não são selecionadas e são eliminadas do corpo da ostra na forma de um muco esverdeado conhecido como pseudofezes. As fezes verdadeiras são eliminadas pelo ânus.

Recobrindo todas as partes moles da ostra, está o chamando manto. O manto é o responsável por secretar o material que forma a concha e também as pérolas. Nem toda ostra é capaz de formar pérolas, sendo essa uma capacidade atribuída às chamadas ostras perlíferas.

  • Videoaula sobre moluscos

Alimentação das ostras

As ostras são animais filtradores que retiram da água as partículas de que necessitam para sua alimentação. A dieta das ostras inclui fitoplâncton, bactérias, fungos e detritos que podem estar na água.

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Reprodução das ostras

As ostras apresentam reprodução do tipo sexuada. Existem ostras machos e fêmeas, mas há também espécies hermafroditas. Uma característica interessante é que a ostra pode mudar de sexo de um ano para outro, sendo em um ano macho e em outro, fêmea.

As ostras têm fecundação externa, e, após a formação de células-ovo, observa-se o desenvolvimento de diferentes formas larvais. Após algumas semanas, a larva se fixa no substrato e termina seu desenvolvimento. Geralmente um indivíduo se reproduz apenas uma vez por ano.

As ostras e a formação de pérolas

As pérolas são materiais com grande valor econômico, sendo usadas em joalherias de todo o mundo. Nem todas as ostras são capazes de formar pérolas, sendo essa uma característica atribuída às chamadas ostras perlíferas.

A formação de pérolas é um processo natural, porém o homem desenvolveu técnicas que permitem o cultivo dessas estruturas. A formação natural de uma pérola acontece após a entrada de um corpo estranho, que pode ser um sedimento ou pequenos organismos, na ostra. Essas partículas entram nela quando suas valvas se abrem para alimentação e respiração. Como uma forma de defesa, inicia-se a secreção de nácar ou madrepérola sobre o corpo estranho, dado origem, após algum tempo, a uma pérola.

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O risco do consumo de ostras cruas

As ostras são muito consumidas em vários países, sendo frequente seu consumo cru. Elas são organismos filtradores e bioacumuladores, o que significa que podem reter em seu corpo organismos causadores de doença e substâncias que podem causar danos à nossa saúde, como pesticidas e metais pesados. Por serem capazes de acumular substâncias em seu corpo, em algumas situações, a concentração de metais, pesticidas e outros compostos nesses animais torna-se maior do que as concentrações presentes na água.

Ostras abertas em recipiente com gelo e limão
As ostras são um produto muito consumido em todo o mundo.

Para reduzir-se o risco de danos à saúde da população, o primeiro ponto é monitorar regularmente o ambiente aquático onde as ostras são cultivadas. Se cultivadas em ambiente com condições sanitárias inadequadas, essas ostras se tornam impróprias para o consumo. Além desse controle, outra opção é sempre optar pela cocção prévia da ostra, uma ação que pode matar bactérias, vírus e protozoários ali presentes.

Vale salientar, no entanto, que, mesmo após cozidas, as ostras permanecem com pesticidas e metais pesados, não sendo possível eliminar essas substâncias com o cozimento. Não podemos deixar mencionar ainda a necessidade de comprá-las apenas de locais que obedecem a todas as normas de higiene e façam o acondicionamento adequado do produto.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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