Sedentarismo

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Sedentarismo é considerado fator de risco para diferentes doenças, portanto, movimentar-se mais e fazer atividades físicas são ações benéficas à saúde.
Mulher deitada em sofá comendo alimentos ultraprocessados
Ficar deitado vendo televisão é considerado um comportamento sedentário. É importante que, durante o dia a dia, esse tipo de comportamento não ocorra

O sedentarismo é um grave problema de saúde pública e está relacionado com o tempo destinado a atividades que não levam a um gasto de energia considerável. Pessoas que passam muito tempo sentadas, vendo televisão, jogando videogame ou mesmo mexendo no celular estão sujeitas a desenvolverem problemas de saúde por apresentarem grande parte do seu dia voltada para comportamentos sedentários.

O sedentarismo é considerado fator de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão e câncer. A prática de atividades físicas e redução de comportamentos sedentários auxilia na melhoria da saúde do indivíduo como um todo.

Leia mais: Obesidade infantil — é um problema de saúde pública e um reflexo do sedentarismo e de alimentação inadequada

Resumo sobre sedentarismo

  • O sedentarismo está relacionado com o desenvolvimento de doenças graves, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer.

  • Inserir atividades físicas na rotina diária é uma prática benéfica para pessoas de todas as idades.

  • Mesmo que uma pessoa realize atividades físicas, é fundamental que ela também reduza os períodos de comportamento sedentário.

  • A prática de atividade física regular ajuda a prevenir algumas doenças crônicas, além de melhorar os sintomas de depressão e ansiedade e melhorar a memória.

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Sobre o sedentarismo

Quando falamos em sedentarismo, normalmente, pensamos em pessoas que não praticam atividades físicas. Apesar desse conceito ser bastante difundido, devemos ter em mente que a definição de sedentarismo vai um pouco além, pois é possível uma pessoa praticar exercícios e mesmo assim ser sedentária, uma vez que a quantidade de atividade física praticada pode ser insuficiente ou sua intensidade ser muito baixa.

O indivíduo sedentário passa grande parte do seu tempo realizando atividades que não aumentam de maneira significativa o seu gasto de energia quando comparado aos níveis de repouso ou atividades com baixo gasto energético. Ações que não aumentam o gasto energético de maneira considerável são chamadas de comportamentos sedentários.

Trabalhar ou estudar sentado, deitar-se para assistir televisão ou mexer no celular e se descolocar usando meios de transporte, como carros ou ônibus, são comportamentos sedentários. Se uma pessoa realiza atividades físicas e os comportamentos sedentários ocuparem grande parte do seu dia, pode também ocorrer o comprometimento da saúde.

Riscos do sedentarismo

O sedentarismo e os comportamentos sedentários provocam grande comprometimento da saúde de um indivíduo. Esses hábitos de vida inadequados são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças como:

  • hipertensão;

  • infarto;

  • doença arterial coronariana;

  • diabetes tipo 2;

  • obesidade;

  • alguns tipos de câncer.

Esses problemas de saúde são responsáveis por milhares de mortes todos os anos e, por isso, o sedentarismo é considerado um grave problema de saúde pública.

Além disso, a inatividade física está ligada a problemas como osteoporose, dislipidemia (níveis elevados de lipídios no sangue), queda em idosos, alteração do humor, depressão e ansiedade. A inatividade física também pode agravar o estado geral da saúde de pessoas com doenças renais, endocrinológicas, neuromusculares, entre outras.

Leia mais: Alimentação saudável — fornece todos os nutrientes necessários ao nosso corpo em uma quantidade adequada

Como sair do sedentarismo

O sedentarismo, como visto ao longo do texto, é um comportamento muito prejudicial à saúde e deve ser combatido. Para isso, é importante diminuir os comportamentos sedentários e adicionar na rotina diária a realização de atividades físicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda atividades físicas para pessoas de qualquer idade e até mesmo para aquelas que têm doenças crônicas e deficiências.

A seguir, conheceremos melhor as recomendações da OMS sobre o tema:

Mulher em tapete praticando yoga pelo computador
Atividades físicas são essenciais para melhorar a saúde do corpo e da mente.
  • Crianças e adolescentes (5-17 anos): é recomendado pela OMS que crianças e adolescentes façam, pelo menos, uma média de 60 minutos por dia de atividade física de moderada a vigorosa intensidade, ao longo da semana. A OMS ressalta ainda que a maior parte dessa atividade deve ser aeróbica. Recomenda-se também que atividades aeróbicas de moderada a vigorosa intensidade, assim como aquelas que fortalecem os músculos e ossos, devem ser realizadas em, pelo menos, três dias na semana.

  • Adultos (18-64 anos): a OMS recomenda que esse público realize, pelo menos, 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de moderada intensidade ou, pelo menos, 75 a 150 minutos de atividade física aeróbica de vigorosa intensidade ao longo da semana. Benefícios adicionais são conseguidos quando, em, pelo menos, dois dias da semana, o indivíduo adiciona atividades de fortalecimento muscular de moderada intensidade ou maior que envolvam os principais grupos musculares.

  • Idosos (65 anos ou mais): a OMS recomenda também atividades físicas para idosos, os quais devem realizar, pelo menos, 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de moderada intensidade ou, pelo menos, 75 a 150 minutos de atividade física aeróbica de vigorosa intensidade ao longo da semana. É recomendado ainda que os idosos realizem, em, pelo menos, dois dias da semana, atividades de fortalecimento muscular de moderada intensidade ou maior que envolvam os principais grupos musculares, e que também façam atividades multicomponentes que enfatizem o equilíbrio funcional e o treinamento de força com moderada intensidade ou maior em, pelo menos, três dias da semana.

A OMS recomenda também a prática de atividade física regular para mulheres grávidas e no pós-parto, pessoas com deficiências, e adultos e idosos com condições crônicas. Em todos esses casos, no entanto, deve ser procurado um médico para avaliar detalhadamente cada situação.

É importante destacar que as atividades físicas trazem muitos benefícios para a saúde do corpo e da mente. Elas reduzem, por exemplo, o risco de morte por doenças cardiovasculares, diminuem a incidência de diabetes tipo 2, hipertensão e até mesmo câncer. Além disso, melhoram o sono, a saúde cognitiva, reduzem os sintomas da ansiedade e depressão e previnem o declínio da capacidade funcional e da saúde óssea. Para saber mais sobre o tema deste tópico, leia: Os benefícios das atividades físicas.

  • Videoaula sobre a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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