Mecanismo de feedback

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O mecanismos de feedback negativo é responsável por controlar a liberação de muitos hormônios.
O mecanismos de feedback negativo é responsável por controlar a liberação de muitos hormônios.

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Por Vanessa Sardinha

O mecanismo de feedback, também denominado mecanismo de retroalimentação, corresponde a um conjunto de respostas produzidas pelo nosso organismo diante de alguma alteração. Para apresentar um funcionamento perfeito, o corpo humano conta com uma série de mecanismos essenciais, como os mecanismos de feedback positivo e negativo.

Feedback negativo

O feedback negativo ou retroalimentação negativa é um dos mecanismos mais importantes para a manutenção da homeostase do nosso corpo, ou seja, para o equilíbrio interno. Esse mecanismo garante uma mudança contrária em relação à alteração inicial, ou seja, produz respostas que reduzem o estímulo inicial.

Assim, caso uma variável apresente um valor abaixo ou acima do normal, o corpo tentará aumentar ou diminuir esse valor, respectivamente. As rotas hormonais, por exemplo, apresentam como principal regulação o feedback negativo.

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Exemplos de feedback negativo

O mecanismo de feedback negativo pode ser observado em várias situações, sendo uma delas o aumento de dióxido de carbono no corpo. Sabemos que os seres humanos são capazes de prender a respiração por um certo tempo, entretanto, após algum período, mecanismos involuntários nos forçam a respirar. No momento em que respiramos, as trocas gasosas ocorrem, oxigenando o corpo de maneira adequada.

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Ao perceberem que os níveis de dióxido de carbono aumentaram no organismo, os centros de controle da respiração, formados por circuitos neurais no bulbo, atuam mais efetivamente, garantindo um aumento da frequência respiratória. Dessa forma, ocorre uma maior eliminação do gás carbônico e, consequentemente, uma maior oxigenação do corpo, fazendo com que o organismo retorne à situação de equilíbrio.

O aumento dos níveis de glicose no sangue leva a uma liberação de insulina, que atua na redução desses níveis.
O aumento dos níveis de glicose no sangue leva a uma liberação de insulina, que atua na redução desses níveis.

Outra situação que merece destaque é a regulação da quantidade de glicose no sangue. Um aumento ou uma redução exagerada nos níveis de açúcar pode desencadear problemas no organismo, por isso, é essencial manter os níveis dentro dos valores ideais.

Quando nos alimentamos, a taxa de glicose no sangue aumenta, fazendo com que seja produzida mais insulina. Esse hormônio garante que as células absorvam glicose e armazenem seu excesso na forma de glicogênio, reduzindo, assim, os níveis de açúcar no sangue. Quando a redução dos níveis de glicose acontece, a insulina para de ser liberada.

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Quando os níveis de açúcar estão abaixo do normal, ocorre a secreção de glucagon. Esse hormônio, ao contrário da insulina, libera a glicose que está armazenada na forma de glicogênio, fazendo com que os níveis dessa substância aumentem no sangue. Assim, com o aumento dos níveis de glicose, a secreção de glucagon é interrompida.

Os hormônios produzidos pela glândula tireoide também são regulados pelo mecanismo de feedback negativo. Quando os níveis desses hormônios caem abaixo do nível normal, o hipotálamo secreta o TRH, que é levado até a adenoipófise, estimulando a produção de TSH. Como o TSH estimula a liberação de hormônios pela glândula tireoide, ocorre um aumento dos hormônios tireoidianos, bloqueando a liberação de TRH e, consequentemente, de TSH pela adenoipófise.

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Feedback positivo

O mecanismo de feedback positivo ou retroalimentação positiva ocorre em menor quantidade quando comparado ao mecanismo de feedback negativo. O feedback positivo, diferentemente do negativo, garante o aumento do estímulo que causa desequilíbrio, reforçando-o. Desse modo, nem sembre o feedback positivo é benéfico, desencadeando, em alguns casos, efeitos prejudiciais ao organismo.

No momento do parto, o reforçamento do estímulo é importante para promover o nascimento do bebê.
No momento do parto, o reforçamento do estímulo é importante para promover o nascimento do bebê.

Exemplos de feedback positivo

Apesar de ocorrer em menor quantidade que o negativo, o feedback positivo também apresenta papel importante no nosso corpo. Um dos exemplos mais conhecidos é o momento do parto. Quando o bebê está prestes a nascer, observa-se o estiramento do colo uterino, o qual estimula a liberação da ocitocina. Esse hormônio aumenta as contrações do útero, as quais aumentam o estiramento do colo uterino, desencadeando mais liberação de ocitocina. Nesse caso, o estímulo é reforçado, levando ao nascimento do bebê.

A retroalimentação positiva é também observada nas glândulas mamárias, que secretam leite em resposta à quantidade de ocitocina liberada. Quanto mais ocitocina, mais leite é produzido.

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Como dito anteriormente, nem todos os exemplos de feedback positivo são benéficos. Quando há uma perda excessiva de sangue, por exemplo, pode ocorrer o comprometimento dos batimentos cardíacos. Com isso, verifica-se uma queda de pressão e uma redução na quantidade de sangue que chega ao coração, fazendo com que esse órgão enfraqueça e bombeie cada vez menos sangue. Nesse caso, ocorrerá a morte do indivíduo, porque, a cada momento, o coração ficará mais enfraquecido.

Qual é a diferença entre feedback positivo e negativo?

Tanto o feedback positivo quanto o negativo são extremamente importantes para o funcionamento adequado do nosso corpo. Entretanto, esses dois mecanismos apresentam diferenças. No feedback negativo, o corpo produz uma resposta que reduz o estímulo inicial, já no feedback positivo, a resposta reforça o estímulo. Esses dois mecanismos ocorrem em situações distintas, sendo o feedback negativo mais observado no organismo que o positivo.

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