Salamandra

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As salamandras são anfíbios da ordem Urodela ou Caudata. Apresentam o corpo alongado, cauda e, geralmente, quatro patas funcionais. Sua pele é lisa, sem escamas e lustrosa.

As salamandras são anfíbios pertencentes à ordem Urodela ou Caudata. Existem cerca de 550 espécies conhecidas nessa ordem, no entanto, no Brasil, existem apenas cinco espécies de salamandras conhecidas, na região amazônica.

Características gerais das salamandras

As salamandras apresentam o corpo alongado, cauda e, geralmente, quatro patas funcionais. Embora se assemelhem a lagartos, sua pele é lisa, sem escamas e lustrosa. A pele lisa também apresenta glândulas que mantêm a umidade, sendo essencial para a respiração, já que algumas espécies apresentam respiração tegumentar.

Algumas espécies, entretanto, apresentam respiração pulmonar. Assim, como os demais anfíbios, são ectotérmicos, ou seja, a temperatura de seu corpo é dependente da temperatura do ambiente.

Seu tamanho varia entre 3 cm e 30 cm, no entanto, algumas espécies encontradas na China e no Japão podem até ultrapassar 1 m de comprimento. Há terrestres e outras aquáticas, no entanto, durante a fase larval, todas as espécies são aquáticas.

Algumas espécies vivem em cavernas, sendo a temperatura e umidade constantes fatores que favoreceram para que essas espécies lá habitassem. Essas espécies são brancas e cegas.

Embora a maioria das salamandras meça apenas alguns centímetros, na China, elas podem chegar a um metro ou mais.
Embora a maioria das salamandras meça apenas alguns centímetros, na China, elas podem chegar a um metro ou mais.

Locomoção

A locomoção da maioria das salamandras que vivem na terra é semelhante ao modo de locomoção dos primeiros tetrápodes. Elas se locomovem por meio de ondulações laterais do corpo e de sua cauda combinadas com o movimento das patas.

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Alimentação

As salamandras são carnívoras, tanto na fase larval quanto na fase adulta. Elas capturam suas presas mediante a projeção de sua língua. Sua alimentação inclui, principalmente, pequenos animais, como insetos, larvas de outros animais, crustáceos, pequenos peixes, entre outros.

Em larvas da salamandra-de-fogo, foi observado o canibalismo, pois elas se alimentavam de larvas da mesma espécie. As espécies que vivem em cavernas alimentam-se de invertebrados desses ambientes.

Reprodução e desenvolvimento das salamandras

A fecundação é, principalmente, interna, e a postura dos ovos varia entre as espécies, podendo ocorrer na terra ou na água. Algumas espécies, entretanto, são vivíparas. A maioria das salamandras, assim como outros anfíbios, apresenta um desenvolvimento indireto, ou seja, passa por metamorfose.

Na fase larval, elas apresentam brânquias externas e plumosas, que se perdem na fase adulta. No entanto, algumas apresentam pedomorfose, ou seja, apresentam as características larvais mesmo quando adultas. É o caso do axolote, que mantém essas brânquias externas mesmo quando adultos.

O axolote mantém suas brânquias externas mesmo quando adultos, um clássico caso de pedomorfose.
O axolote mantém suas brânquias externas mesmo quando adultos, um clássico caso de pedomorfose.

Outras características, como o padrão ósseo e linha lateral, podem ser mantidos. É importante destacar que, em algumas espécies terrestres, os filhotes apresentam desenvolvimento direto.

A salamandra é venenosa?

A salamandra, assim como muitos anfíbios, apresenta glândulas que secretam toxinas. No entanto, essas substâncias servem apenas para a sua defesa contra os ataques de predadores. As salamandras não apresentam nenhuma estrutura inoculadora de veneno.

A salamandra-de-fogo apresenta como principal característica a pele negra com manchas amarelas e pontuações avermelhadas.
A salamandra-de-fogo apresenta como principal característica a pele negra com manchas amarelas e pontuações avermelhadas.

Salamandra-de-fogo

A salamandra-de-fogo (Salamandra salamandra), também conhecida como salamandra-comum ou salamandra-de-pintas-amarelas, apresenta como principal característica a pele negra com manchas amarelas e pontuações avermelhadas. Com corpo robusto, elas medem entre 15 e 20 cm.

É uma espécie comum na Europa, vivendo em regiões montanhosas, de florestas, evitando sempre áreas abertas e secas. Apresentam hábito noturno e são sedentárias, podendo viver em uma mesma região por anos.

Embora a fêmea seja maior que o macho, eles são muito semelhantes, sendo observada uma diferença maior entre eles durante o período reprodutivo, quando o macho apresenta uma cloaca mais volumosa do que a da fêmea.

Leia também: Aposematismo

Salamandra: uma figura mítica

Na Idade Média, a salamandra era considerada um animal diabólico, sendo capaz de renascer do fogo. Essa crença surgiu devido ao fato de as salamandras geralmente procurarem abrigo em troncos e saírem de lá de forma abrupta se fossem colocados no fogo.

Quando isso acontecia, muitas pessoas buscavam até mesmo o exorcismo, pois acreditavam que o efeito gerado era extremamente nocivo e que elas precisavam ser libertas.

Ameaças e conservação das salamandras

Assim como ocorre com outros anfíbios, as salamandras são profundamente afetadas com as alterações de habitat, seja por causa da poluição, seja pela destruição causada pela agropecuária, por exemplo. As alterações do habitat também deixam essas espécies suscetíveis a problemas como o atropelamento, muito comum em alguns locais. A introdução de espécies exóticas no ambiente é outro fator que gera preocupação.

É essencial que políticas de preservação ambiental sejam elaboradas para proteção dos ambientes onde essas espécies vivem – em especial os locais utilizados para a reprodução –, controle de espécies exóticas e poluição, que afeta não apenas as salamandras, mas todo o ecossistema.

As salamandras apresentam o corpo alongado e, geralmente, quatro patas funcionais. Embora se assemelhem a lagartos, sua pele é lisa e lustrosa.
As salamandras apresentam o corpo alongado e, geralmente, quatro patas funcionais. Embora se assemelhem a lagartos, sua pele é lisa e lustrosa.
Por Helivania Sardinha dos Santos

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