Tubarão

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Os tubarões são peixes cartilaginosos e habitam os mais diversos ambientes oceânicos.
Os tubarões são peixes cartilaginosos e habitam os mais diversos ambientes oceânicos.

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Por Helivania Sardinha dos Santos

O tubarão é um animal vertebrado da classe dos Chondrichthyes, ou seja, ele é um peixe cartilaginoso, e da subclasse Elasmobranchii. Dentre as principais caraterísticas, podemos destacar a presença de um esqueleto cartilaginoso com deposição de cálcio e o fato de serem carnívoros, ocupando os níveis superiores das cadeias alimentares dos ambientes marinhos.

Os tubarões habitam os mais diversos ambientes oceânicos, desde a costa a grandes profundidades e diferentes temperaturas.

Leia também: Peixes ósseos (Osteichthyes)

Características dos tubarões

Os tubarões são animais que, geralmente, apresentam grande porte. Algumas espécies podem alcançar até 20 m de comprimento. Seu corpo é fusiforme, sua pele, áspera e resistente, é recoberta por escamas placoides, cujas formas e distribuição aumentam a eficiência da natação – fato que os auxilia na busca por suas presas. Apresentam também nadadeiras sustentadas por raios e o ramo dorsal da cauda maior que o ventral (cauda heterocerca).

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Dentre outras características dos tubarões, podemos destacar também:

  • Sistema sensorial: apresentam visão bem desenvolvida; olfato aguçado, podendo sentir determinados odores a grandes distâncias; presença de linhas laterais, que identificam mudanças de pressão da água, sendo importantes detectores de vibrações; ampolas de Lorenzine, que identificam campos elétricos gerados por contração muscular de outros animais.

  • Sistema reprodutor: a fecundação é interna, e o macho apresenta nas nadadeiras pélvicas estruturas denominadas de claspers, que são responsáveis pela cópula; podem ser ovíparos, ovovivíparos ou vivíparos. Em algumas espécies, pode ser observado o canibalismo entre os embriões.

  • Sistema digestório: apresentam uma boca ventral com dentes dispostos em fileiras, podendo ser substituídos durante a vida; apresentam uma capacidade de mobilidade do crânio (cinese craniana), que permite alimentarem-se de grandes presas; possuem uma válvula espiral no intestino, que aumenta a superfície de absorção de nutrientes.

  • Sistema circulatório: assim como os demais peixes, apresentam um coração com duas cavidades, um átrio e um ventrículo, e circulação fechada.

  • Sistema respiratório: apresentam respiração braquial e não apresentam bexiga natatória.

É importante destacar aqui que, como não há bexiga natatória, o fígado, devido à grande quantidade de gordura, é quem o auxilia na flutuação.

Algumas espécies de tubarão

Tubarão-branco

O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é a espécie mais temida por ser um grande predador, podendo chegar a cerca de 6 m de comprimento.

Embora apresente uma distribuição cosmopolita, é encontrado principalmente em águas de regiões temperadas e em diversas regiões marinhas, podendo ir da superfície até regiões com mais de 250 m de profundidade, adentrar baías, regiões de estuários salinos e alto-mar.

Essa espécie alimenta-se de outros peixes, além de quelônios, cefalópodes, aves aquáticas, entre outros animais.

    O tubarão-branco é um grande predador e pode chegar até 6 metros de comprimento.
    O tubarão-branco é um grande predador e pode chegar até 6 metros de comprimento.

    Tubarão-tigre

    O tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) também é uma espécie com grande distribuição pelo globo, sendo encontrado principalmente em regiões tropicais e subtropicais. É encontrado em diversas regiões do ambiente marinho, principalmente a cerca de 100 m de profundidade.

    O maior indivíduo registrado até a atualidade apresentou cerca de 7 m de comprimento. Alimenta-se de peixes, crustáceos, cefalópodes, aves, entre outros.

    O tubarão-tigre é encontrado em diversas regiões do ambiente marinho, mas principalmente nadando a cerca de 100 m de profundidade.
    O tubarão-tigre é encontrado em diversas regiões do ambiente marinho, mas principalmente nadando a cerca de 100 m de profundidade.

    Tubarão-baleia

      O tubarão-baleia é caracterizado pelo seu tamanho, podendo alcançar até 20 m de comprimento e 42 toneladas (medidas do maior indivíduo já registrado).

      Vive em regiões costeiras e oceânicas, em diversas partes do globo, sendo mais observado em regiões utilizadas para alimentação, geralmente em regiões de desova de peixes, e onde ocorrem concentrações de zooplâncton.

      O tubarão-baleia é considerado o maior peixe existente. O maior indivíduo registrado apresentava 20 metros de comprimento
      O tubarão-baleia é considerado o maior peixe existente. O maior indivíduo registrado apresentava 20 metros de comprimento

      Tubarão-martelo

        Tubarão-martelo é o nome dado a diversas espécies pertencentes ao gênero Sphyrna. Essa espécie caracteriza-se pela cabeça chata, o que o favorece na natação, na visão, no olfato e na detecção de campos eletromagnéticos.

        O tubarão-martelo tem uma distribuição bem generalizada, podendo ser encontrado nas mais diversas regiões. O seu tamanho varia de acordo com a espécie e pode chegar a 4 m de comprimento. O tubarão-martelo alimenta-se de outros peixes, principalmente de peixes teleósteos, lulas e crustáceos.

        Existem diversas espécies de tubarão-martelo. Elas se caracterizam pelo formato achatado da cabeça.
        Existem diversas espécies de tubarão-martelo. Elas se caracterizam pelo formato achatado da cabeça.

          Ataques de tubarão

          Embora muitas pessoas tenham medo de sofrer um ataque de tubarão, são poucas as espécies que representam algum perigo, e os ataques são relativamente raros. O Brasil encontra-se em nono lugar na lista de países com maior número de ataques registrados.

          No Brasil, a maior concentração de ataques ocorre em Recife. Entre os fatores que podem contribuir para esse grande número de ataques, pode estar a construção do Porto de Suape, que, para sua construção, desmatou-se uma grande área de manguezal, afetando a cadeia alimentar marinha na região; a poluição lançada nos estuários, locais de reprodução da espécie cabeça-chata (a responsável pela maioria dos ataques), que diminui a quantidade de peixes e ainda pode atrair algumas espécies como o tubarão-tigre.

          Além disso, a poluição afeta a visibilidade, fazendo com que o tubarão confunda sua presa. Outro fator é que as pessoas não respeitam as orientações e acabam indo para regiões onde esses animais costumam ser encontrados.

          Entretanto, existem algumas dicas que podem ajudar a prevenir esses ataques, como:

          • Evite nadar ao entardecer ou no escuro, pois nesses momentos os tubarões ficam mais ativos;

          • Procure nadar em grupo. Os ataques costumam ser mais comuns a pessoas que estão sozinhas;

          • Não nade muito longe da arrebentação e fique atento em bancos de areias e declives;

          • Não entre no mar se estiver com qualquer tipo de sangramento;

          • Evite nadar em águas com escoamento de esgoto próximo ou onde há concentração de pescadores e possíveis cardumes.

          O mais importante é respeitar o habitat desses animais, evitando interferir ao máximo com sua presença e suas ações. É preciso preservar o ambiente marinho.

          Leia também: 10 atitudes simples que podem salvar o planeta

          Preservação dos tubarões

          Enquanto muitas pessoas têm medo de ataques de tubarões, na verdade são os tubarões que estão sendo dizimados pela espécie humana. Esse declínio que vem ocorrendo deve-se principalmente à sobrepesca, muitas vezes para a retirada de subprodutos, como as nadadeiras, que possuem alto valor comercial e são utilizadas na culinária oriental.

          A destruição de regiões costeiras, muito utilizadas por algumas espécies para a reprodução, por exemplo, também é um agravante para esse declínio nas populações de tubarões.

          Curiosidade

          Tubarão - O filme

            Os tubarões exercem certo fascínio em muitas pessoas, principalmente pelo fato de serem grandes predadores dos oceanos. Isso pode explicar o sucesso alcançado pelo filme Tubarão, dirigido por Steven Spielberg e lançado em 07 de julho de 1975.

            O filme conta a história de um detetive, um ictiologista e um pescador que saem à caça de um tubarão após ataques a banhistas na praia de uma pequena cidade. O filme foi vencedor do Oscar naquele ano de melhor trilha sonora, edição e som, tendo sido indicado também ao Oscar de melhor filme.

            Naquele ano, ganhou, também, outros prêmios, como o BAFTA, como melhor música; Grammy, como melhor trilha sonora composta para um filme; e o Globo de Ouro, como melhor música original.

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